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Publicado em 15/03/2014

Finanças: Como evitar que as finanças se tornem uma dor de cabeça?

Décimo terceiro foi embora, a grana extra das férias acabou e quando percebemos, é carnaval.  Você já parou para pensar porque seu dinheiro vai embora e você nem percebe? A maioria das pessoas acredita que o motivo maior de seu endividamento está no fato de ganharem pouco. Uma grande parcela acredita que deveria ganhar muito mais do que realmente ganha.

A todo tempo estamos sendo devorados pelas indústrias do Marketing que nos induzem a pensar que um determinado objeto com um preço muito alto, seja de qualidade superior ao de preço baixo, o que nem sempre pode ser verdade. É a Sociedade do Consumo a todo vapor, manipulando nossas ideias e desviando nossos sentimentos em busca de movimentar a Economia a todo custo.

A primeira lição que aprendi quando cursava Administração, é que “Quanto maior o poder aquisitivo, maior a necessidade de consumo.” O problema não está no salário, que muitas vezes é baixo, mas na falta de interesse ou conhecimento em administrarmos nossa vida financeira da forma como ela deve ser administrada.

Reconhecimento social e modismo são fatores que impulsionam as compras não essenciais e acabam nos colocando no mundo das dívidas.

O polêmico psicólogo Geoffrey Miller, autor do livro “Spent: Sex, Evolution and Consumer Behavior” (ou “Gasto: Sexo, Evolução e Comportamento do Consumidor”), afirma que “o marketing é a força mais dominante da cultura humana”. Para o norte-americano, é difícil fugir deste apelo por um instinto natural: BMWs, roupas de grife e gadgets de última geração funcionam como a cauda de um pavão no mundo animal. É uma forma de interagir com o meio e sermos aceitos na tribo onde vivemos.
Com o advento das redes sociais, o marketing tomou um rumo que movimentou o mundo da Economia. Viver sem um celular e câmera digital se tornou impraticável.

“Para evitar que as dívidas criadas no início do ano, venham tirar o seu sono durante o ano todo, selecionei alguns pontos que considero importantíssimos para uma vida saudável quando se trata de Finanças Pessoais”.

1 A frase é antiga, mas de grande valia: “Nunca gaste mais do que ganha”. Toda vez que se sentir tentado a comprar algo que não caiba em seu Orçamento, pesquise, pense, reflita e só depois tome a decisão que tiver que tomar.
Quando nos sentimos deslumbrados com alguma coisa que chama nossa atenção, é natural que não pensemos sobre as dificuldades que estão por vir com a chegada dos boletos bancários, mas esta ação se faz necessária.

2 “Poupe pelo menos 10% do seu salário todo mês”. Não importa o quanto você ganha. Essa poupança irá garantir pequenas emergências que vierem a ocorrer com você em determinados momentos da vida. Dessa forma, você evita pedir dinheiro emprestado aos amigos e garante a sua tranquilidade e a de sua família em momentos de sufoco.

3 “Nunca faça financiamentos que irão comprometer mais que 30% de sua renda”. Financiamentos devem ser pagos à risca para evitar os juros altíssimos que são cobrados em casos de atraso. Verifique, antes de assinar qualquer compromisso com uma financeira, quais são os seus custos fixos, aqueles com os quais você terá de arcar todo mês.

4 “Evite utilizar o cartão de crédito em compras”. Isso nos dá a falsa sensação de termos dinheiro em mãos e gera frustração no momento do pagamento. Além, é claro, da cobrança de juros muito elevados em casos de atrasos no pagamento da fatura. É preciso considerar ainda, as taxas de anuidade que pagamos para termos direito ao crédito. Sempre que possível, pague á vista e negocie um desconto.

5 Toda vez que for comprar algo, “pense em quantas horas, dias ou semanas você precisou trabalhar para conquistar aquilo e pergunte-se, a compra é realmente necessária?” Quando pensamos em quanto precisamos nos esforçar para adquirirmos determinados bens, a possibilidade de reconhecer que não precisamos daqueles itens é alta.

6 Sempre “considere em suas compras, o valor agregado relacionado a Produtos e Serviços”. Lembre – se que ao comprar um carro, você está assumindo também o compromisso de pagar a Taxa de Transferência, IPVA, Licenciamento, Manutenção e gasolina. Portanto, sem planejamento, o que era sonho poderá se tornar uma cilada.

7 “Invista em você e em sua Educação e Saúde”. Mantenha-se atualizado, faça cursos de qualificação e valorize seu produto. Quando se trata de Mercado de Trabalho, todos nós somos considerados um produto e, sendo assim, precisamos agregar valor á nossa experiência profissional.

8 “Incentive seus filhos a poupar desde cedo”. Explique a eles sobre a importância de “guardar um pouco de dinheiro” todo mês. Reconheça que, quando educado desde pequeno, a criança tem boas condições de se tornar um adulto responsável e disciplinado.

9 Por fim, “poupe, mas saiba reconhecer quando é necessário se dar um presente” como forma de compensação pelo esforço feito para economizar. Ás vezes esta pode ser uma válvula de escape para impedir que você se sinta desmotivado a continuar com os Investimentos e manter a disciplina de economizar para conquistar o que deseja.

Fonte: Paula Camargo
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