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Oi Velox (antigo Velox), é um serviço de acesso a Internet em alta velocidade baseado na tecnologia ADSL (Asymmetric Digital Subscriber Line), transmitido via linha telefônica da operadora de telecomunicações Oi Fixo (antiga Telemar).
Atualmente as velocidades do Oi Velox são comercializadas a até 10 Mbps na cidade de Belo Horizonte e 8 Mbps no Rio de Janeiro, sendo mais comum os acessos de 1 Mbps.
O Oi oferece as modalidades residencial ou empresarial da Banda Larga Velox em ADSL, além de serviços para o mercado Corporativo que fazem uso desta mesma tecnologia.

 
 
 
 
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Josimar Silva

 

Descrição Profissional: Experiente profissional que atua como radialista

 

josimarsradio@hotmail.com

 

- - | Defensores do "Sim" mostram tanta incompetência quanto organizadores do referendo | - -

Os fabricantes e vendedores de armas foram os grandes vencedores do referendo realizado no último dia 23 de outubro, quando os eleitores tiveram que votar se eram contra ou a favor à proibição do comércio de armas de fogo e munições no Brasil. As campanhas, exibidas durante 20 dias no rádio e na TV, realizadas pelas Frentes do "Sim" e do "Não", mais confundiram a cabeça do eleitor do que esclareceram. As respostas a dúvidas dos eleitores, eram dadas de acordo com interesse de cada Frente, deixando sempre o interesse do eleitor para depois. Um exemplo disso foi em relação à seguinte pergunta: Com a vitória do "Sim", os moradores de áreas rurais, onde não há policiamento, poderão possuir armas para a defesa de suas famílias ou para a caça de subsistência? O "Sim" respondeu que os moradores de áreas rurais já teriam o direito assegurado por lei. Por outro lado a Frente do "Não" lembrava que eles não teriam como comprar munição, uma vez que o comércio de armas e munições seria proibido.

Assim o eleitor interessado em votar com sua consciência permanecia com sua cruel dúvida. Mas poderia haver uma solução. Se fosse num campeonato de futebol, as regras, fossem elas tradicionais ou adaptadas, seriam de responsabilidade do Comitê de arbitragem da entidade organizadora. Da mesma forma, as regras do referendo ou de qualquer eleição são de responsabilidade do (TSE) Tribunal Superior Eleitoral. Mas o pior é que nem mesmo o TSE soube responder tal pergunta, sob a alegação de que detalhes como esse, poderiam ser discutidos após o referendo. Um absurdo total. Já imaginaram se o Campeonato Brasileiro fosse iniciado para então depois as regras serem discutidas? O campeão seria o que somou mais pontos corridos ou haveria oitavas de final, quartas, semifinais e finais? A essa altura Flamengo e Vasco estaria se perguntando: será que vão cair quantos clubes para a segunda divisão? Estamos na zona de rebaixamento ou não? Seria então uma tremenda bagunça com importantes decisões sendo tomadas fora dos gramados. O mesmo aconteceria com o referendo. De que valeria o povo votar pela proibição da comercialização sem saber quem poderia ou não possuir armas após o referendo? Seria um verdadeiro "tiro" no escuro.

Outra coisa que chamou a atenção foi a incompetência do "Sim". Os programas exibidos por tal Frente foram tão mal elaborados a ponto de se colocar em dúvida se o interesse pela proibição era verdadeiro. Tal incompetência possibilitou uma reviravolta na opinião popular. No mês de agosto, segundo o Instituto Datafolha, 80% dos entrevistados apoiavam o voto "sim" (pela proibição). Pesquisa do mesmo instituto, divulgada no dia anterior à votação, mostrava 57% pelo voto "não" (contra a proibição) e 43% pelo "sim". O resultado final foi de mais de 64% de votos pela não proibição. Os números finais mostram como a divulgação de resultados de uma pesquisa influencia nas decisões dos eleitores. Meu voto foi pelo sim, por acreditar que quanto menor o número de armas em circulação, menor o risco de uma atitude impensada que venha fazer uma vítima fatal ou parcial, mas a vitória do "Não" mostrou que o povo brasileiro ainda não acredita que os órgãos de segurança do país estejam preparados para proteger a integridade do cidadão.

 
 

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