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Oi Velox (antigo Velox), é um serviço de acesso a Internet em alta velocidade baseado na tecnologia ADSL (Asymmetric Digital Subscriber Line), transmitido via linha telefônica da operadora de telecomunicações Oi Fixo (antiga Telemar).
Atualmente as velocidades do Oi Velox são comercializadas a até 10 Mbps na cidade de Belo Horizonte e 8 Mbps no Rio de Janeiro, sendo mais comum os acessos de 1 Mbps.
O Oi oferece as modalidades residencial ou empresarial da Banda Larga Velox em ADSL, além de serviços para o mercado Corporativo que fazem uso desta mesma tecnologia.

 
 
 
 
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Josimar Silva

 

Descrição Profissional: Experiente profissional que atua como radialista

 

josimarsradio@hotmail.com

 
- - | Se a Farinha é Pouca, meu Pirão Primeiro | - -

A crise política pela qual o Brasil vem atravessando deixa cada vez menos esperançoso o eleitor, que acredita que, em tempos de desarmamento, sua principal arma contra a roubalheira, corrupção e qualquer tipo de interesse escuso é o voto. Com tantos escândalos, o eleitor consciente se pergunta se é possível ter esperança de que um político trabalhe pensando no interesse do povo que o escolheu como seu representante.

 Os últimos episódios da política nacional têm mostrado alguns exemplos de como alguns políticos se preocupam com o bem estar de seu povo: suas mulheres, filhos, parentes, cabos eleitorais e colegas de partido. O maior exemplo de político que verdadeiramente se preocupa com “seu povo” é, sem dúvida o ex-presidente da câmara dos deputados, Severino Cavalcante. Ele nunca escondeu seu interesse em empregarem seus parentes em cargos públicos e ainda pensando nos seus, engordava a renda familiar cobrando R$ 10 mil de propina por mês, com promessa de garantir a renovação do contrato de um restaurante que funcionava nas dependências da câmara, e o pior de tudo é que a garantia, dada ao empresário, de nada servia. Até em situação adversa Severino não perdeu a oportunidade de negociar. Para não perder seus direitos políticos, Severino decidiu renunciar ao cargo.  Como seu afastamento temporário colocaria na presidência da câmara, o vice-presidente José Thomaz Nono, do PFL-AL, partido de oposição ao governo Lula, Severino trocou com o presidente Lula, a renúncia pela garantia de manutenção dos cargos de seus apadrinhados no governo.

 O governo, por sua vez, negociou com os aliados o apoio a seu candidato à presidência da Câmara. O novo presidente poderia ser aliado e ajudar o governo a contornar a crise criada pelo mensalão, restaurando a governabilidade, ou de oposição, o que dificultaria a aprovação de projetos do governo e, por conseqüência, reduziria a possibilidade de reeleição do presidente Lula. Era hora de negociar. 

 Sem poupar esforços, o governo liberou verbas que somam pelo menos R$ 1,515 bilhão e ainda prometeu mais cargos para os partidos atingidos pelo escândalo do mensalão. Para garantir apoio a seu candidato, o Planalto prometeu liberar R$ 680 milhões de um total de R$ 1 bilhão para o Ministério dos Transportes, comandado por Alfredo Nascimento, do PL. O governo prometeu ainda devolver ao PTB, os cargos nos segundo e terceiro escalões que o partido perdeu depois das denúncias de corrupção no governo, feitas pelo ex-deputado Roberto Jefferson. Desta forma o governo garantiu a eleição de Aldo Rebelo, ex-ministro da Coordenação Política como novo presidente da Câmara.

 Como não lucrou em nada durante a eleição do substituto de Severino, representantes da oposição já avisaram que se o governo tentar junto a eles, qualquer tipo de composição, terá que negociar de acordo com os interesses dos partidos.

 Esse tipo de negociação é muito comum e é noticiada com a maior normalidade, mas a política do toma lá dá cá é justa com o cidadão de bem que, cheio de esperanças, escolhe seus candidatos?  E você, já percebeu que em todos os governos, sejam eles municipais, estaduais ou federais, os servidores contratados são sempre dos partidos que compõem a base aliada?

 Se pararem para observar, mesmo aqueles que dizem não suportar a política, mais cedo ou mais tarde vão acabar se filiando a um partido para garantir benefícios. Afinal, lembrando um velho dito popular: “Se a farinha é pouca, meu pirão primeiro”.

Por: Josimar Silva

 
 

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